Mizar

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Como está a educação, e formação para a Vida dos nossos filhos, crianças e jovens do nosso país?

Está mal? Passa por dificuldades? Muito provavelmente pensa que sim, e preocupa-o. A si que tem filhos ou que, pela sua actividade profissional, tem responsabilidade em relação aos filhos de outros. Na verdade, estes são tempos de muitos (e grandes) desafios, em que a preparação dos mais novos para o futuro não será dos menores. Todos os envolvidos são chamados à responsabilidade e ao debate. A maioria sente com intensidade, de forma pessoal e com sentimentos mistos de receios e esperanças, esta realidade.

Assim é no dia-a-dia de famílias, escolas e outras instituições educativas, com o consequente, e evidente, reflexo nos media e na comunicação social. Os debates, os fóruns, os livros, as opiniões aí estão, em catadupa, a confirmar todo este ambiente e a abordar muitas das questões que se colocam. Sucedem-se num contínuo em que ressalta sobretudo a preocupação, muito mais que a capacidade para encontrar e definir soluções.

Mas este não é o momento para acrescentar questões, ideias ou soluções para toda esta problemática. Nem a intenção. Então é o momento para quê? Apenas chamar a sua atenção para o seguinte: em todos os artigos que leu, em todos as intervenções que ouviu, sobre o tema, quantas vezes houve uma referência aos Campos de Férias? Provavelmente nunca.

Mas, se já teve oportunidade de sentir o efeito positivo daqueles programas na alegria, na atitude, no equilíbrio emocional, na desenvoltura dos seus filhos, será fácil para si, aceitar que os Campos de Férias estão do lado das soluções e terão de ser considerados, no processo de educação e desenvolvimento pessoal de cada criança e jovem.

Este é o momento para sublinhar o valor formativo dos Campos de Férias, e para a necessidade de serem considerados, apoiados, enfim referidos e discutidos quando se pensa, fala e escreve sobre o encontro de soluções em educação infantil e juvenil no nosso país.

Não são um mero passatempo, uma fugaz ocupação dos tempos livres. São muito mais. São um contributo muito eficiente para o fortalecimento de capacidades e competências fundamentais, as quais estruturam e solidificam todo o dinâmico edifício da personalidade.

Porque actuam ao nível do essencial: a auto-estima. E fazem-no num contexto dinâmico, de relacionamento interpessoal com os outros, apoiado por desafios à sua medida, mas reais, onde o EU se sente sempre livre mas protegido.

Não previnem apenas, ou ajudam a corrigir, os comportamentos menos saudáveis ou anti-sociais, o que já seria excelente. Chamam a atenção, e desenvolvem, tudo o que há de melhor em cada um dos nossos jovens.

São um jogo (real) que tem impacto positivo na vida (real). De imediato. No presente.

Não estou a falar dos campos de férias da Mizar. Estou a falar dos campos de férias. O importante é que as crianças e jovens portugueses participem. Que escolham, com os pais, aquele que lhes pareça mais adequado aos seus interesses e vivam, joguem, participem em campos de férias. Temos em Portugal muitos e bons.

Desafio os pais, educadores e comunicadores a conhecerem estes programas, e a terem-nos em consideração no processo educativo. E em todos os fóruns e debates sobre este tema, em que participem.

Muito obrigado. Vivam os Campos de Férias.

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